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O Discurso do Rei
Título Original: The King’s Speech Origem: Inglaterra Duração: 118 minutos Direção: Tom Hooper Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Guy Pearce, Michael Gambon, Timothy Spall, Jennifer Ehle, Claire Bloom, Anthony Andrews. |
por Romualdo Amaral Silva
Ao retratar sobre O Discurso do Rei é fácil perceber que ao abordar, como centro do filme, uma história humana e isso através de um ponto de vista dramático é certeza que teremos um grande filme e que será de agrado de todos, talvez como não o melhor filme de todos os tempos, porém ninguém terá nada contra o mesmo.
O roteiro do filme se inicia mostrando a vida do duque de York, futuro Rei George VI, personagem esse vivido por Colin Firth, e seu grande problema que é o fato de ser gago e não conseguir falar em público, justamente em uma época em que a propagação do rádio se tornou necessária a comunicação dos monarcas com seus súditos. Este fato acaba por trazer certo desconforto ao personagem central da história e com a necessidade de se aprender a falar em público, com a ajuda de sua esposa (Helena Bonham Carter) vai à procura do fonoaudiólogo Lionel Logue, personagem que ficará marcado como grande atuação de Geoffrey Rush. Com a morte de seu pai, o Rei George V, personagem vivido pelo inesquecível Michael Gambon, e o fato de seu irmão preferir viver sua felicidade pessoal, então o duque acaba tendo que assumir a função de Rei e com isso assumir a responsabilidade de falar por seus súditos, tornando este um grande desafio para o Rei George VI. Porém o desafio maior ainda estava por vir: a Segunda Guerra Mundial, e diante disso precisou superar a si mesmo para ficar a frente e deixar seu povo unido.
O filme traz consigo um grande elenco e uma atuação fantástica de cada personagem, em especial de Firth e Rush, atores que realmente merecem destaque. O mais interessante foi poder ver a grande atriz Helena Bonham Carter com outros olhos, pois depois de tantos personagens diferentes e psicológicos, como Belatriz Lestrange na Saga Harry Potter e os personagens nos filmes de Tim Burton, ver a sua atuação em O Discurso do Rei, como uma mulher normal, foi realmente algo que merece ser levado em consideração.
Nos tempos atuais, um filme classista como O Discurso do Rei, acredito que não merecia receber grande destaque, talvez apenas pela atuação dos atores e prêmios técnicos, porém como Melhor Filme merecia ser lembrado somente se fosse uma obra produzida há alguns anos atrás, pois neste ano, e com o cinema marcado por novas características, a briga pelo maior prêmio do Oscar merece ficar com outra obra e na verdade este nem devia estar entre os 10 melhores (existem outros filmes que merecem maior destaque). Observação interessante que ganhando este prêmio será o primeiro filme, dentre 17 indicações de outras obras até hoje, vencedor que retrata como centro do enredo a história de um Rei ou Rainha.
25 de Fevereiro de 2011
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Esta Análise foi publica em conjunto com o Especial Oscar 2011.


Romualdo: Antes de mais nada Potteriano de paixão! Graduado em Ciência da Computação e apaixonado por filmes e séries,, sempre postando qualquer novidade super critiva/interessante a respeito do mundo cinematográfico. E também construindo e sonhando em uma carreira que envolve este mundo artistico, produzindo por exemplo críticas e analises de filmes sob a perspectiva profissional da área. Follow