Análise: Inverno da Alma

A coragem de se lutar pela sua família.


 

Inverno da Alma

Título Original: Winter’s Bone

Origem: EUA

Duração: 100 minutos

Direção: Debra Granik

Elenco: Jennifer Lawrence, John Hawkes, Dale Dickey, Garret Dillahunt, Sheryl Lee, Isaiah Stone, Ashlee Thompson, Shelley Waggener, Lauren Sweetser, Marideth Sisco, Ronnie Hall.

por Romualdo Amaral Silva

O filme Inverno da Alma é o tipo de filme que não existe um fluxo natural de acontecimentos dentro de sua história. Possuindo um roteiro carregado com a sensação de se criar um sentimento de pena e desespero por parte de seus personagens principais, a direção do filme conseguiu trabalhar com uma narrativa que permitissem que aquelas pessoas conseguissem desafiar esse estereótipo e lutassem por suas vidas.

A história nos convida a conhecer o drama da jovem Ree, que vive cuidando de seus irmãos mais novos e sua mãe doente em um pequeno casebre, se dedicando à apenas aos cuidados se sua família. Para dificultar ainda mais a sua vida, Ree recebe a notícia de que seu pai, até então foragido, deveria aparecer a uma audiência e caso isso não acontecesse à garantia que ele havia dado como fiança iria ser cobrada, levando a sim ao despejo da família de sua casa e a ultima esperança da protagonista criar seus irmãos e mantê-los na escola, concentrando assim na busca de Ree pelo seu pai e assim desvendando todo o mistério de sua prisão e desaparecimento.

Jennifer Lawrence, ao viver Ree, conseguiu carregar todo enredo do filme, graças a sua segurança de viver o papel de uma jovem que assumiu sem reservas a chefia da família. Acredito que se não fosse pelo desempenho de Lawrence o filme iria conseguir se perder mais ainda e tornaria o seu enredo monótono e sem vida.

Este é o tipo de filme que sem sombras de dúvida passaria despercebido pelo Brasil, se não fosse sua indicação a prêmios importantes, como a surpresa por ser candidato à Melhor Filme do ano no Oscar.

Com um final audacioso, complexo e sem graça o filme deixou claro que a situação da família não mudaria (até então) e acredito que é nesse sentindo que a direção do filme não foi covarde de demonstrar que algumas situações na vida não são como em conto de fadas no qual a princesa encontra o príncipe encantado e vivem felizes para sempre, e vejo nisso o seu principal motivo para merecer destaque diante de tantas outras obras mais densas e ricas em seu roteiro, não que isso signifique que a família sempre vai ficar de mal a pior, mas sim que é preciso união e lutar juntos para se conseguir um futuro diferente.

24 de Fevereiro de 2011

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Esta Análise foi publica em conjunto com o Especial Oscar 2011.



Romualdo Romualdo: Antes de mais nada Potteriano de paixão! Graduado em Ciência da Computação e apaixonado por filmes e séries,, sempre postando qualquer novidade super critiva/interessante a respeito do mundo cinematográfico. E também construindo e sonhando em uma carreira que envolve este mundo artistico, produzindo por exemplo críticas e analises de filmes sob a perspectiva profissional da área. Follow @RomualdoWeasley.



 

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