Análise: A Origem

É possível manipular os sonhos?


 

A Origem

Título Original: Inception

Origem: EUA e Inglaterra

Duração: 148 minutos

Direção: Christopher Nolan

Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Hardy, Dileep Rao, Tom Berenger, Pete Postlethwaite, Marion Cotillard, Lukas Haas, Michael Caine.

por Igor

A Origem é daqueles filmes que você deve ter em casa, para rever quantas vezes quiser; que você fica refletindo sobre ele por muito tempo depois do início dos créditos e que você fica ansioso e tentando adivinhar o final. E claro, é um dos melhores filmes que eu já assisti.

O elenco e direção são impecáveis; o super conhecido Leonardo DiCaprio atua incrivelmente bem, Ellen Page nos cativa com sua beleza e teimosia, Joseph Gordon-Levitt finalmente encontra seu lugar em um filme à sua altura, mostrando o seu potencial que eu sinceramente não vi em (500) Dias com Ela e nos impressiona com sua ótima atuação e Tom Hardy, também atuando muito bem, nos faz rir. A trama é uma mistura de ficção científica com um pouco de humor, suspense e ação e gira em torno de Dom Cobb (DiCaprio), um ladrão que tem a habilidade de invadir o sonho dos outros para roubar ou inserir informações valiosas na mente da pessoa escolhida. Junto com ele, temos o seu companheiro Arthur (Gordon-Levitt), responsável por fazer com que tudo aconteça da forma prevista ao entrar no sonho e mostra um ar de malvado, quando na verdade é uma boa pessoa; Ariadne (Page), que é a responsável por arquitetar o espaço dos sonhos e também é uma garota bem curiosa, e graças a isso, a única sabendo tudo sobre o passado de Cobb. Eames (Hardy) tem a habilidade de assumir a forma de outras pessoas. Temos também Yusuf (Dileep Rao), o químico, que produz os sedativos capazes de deixá-los dormindo pelo tempo necessário para realizar o trabalho. Ambos são contratados por Saito (Ken Watanabe), que tem um único concorrente – Robert Fisher (Cillian Murphy), um garoto mimado, desconfiado e chato (o que deixa ele até um pouco engraçado) que acaba de perder o pai – na indústria de energia e quer inserir a idéia de acabar com a empresa, através de seus sonhos. Cobb aceita o trabalho, pois precisa provar sua inocência no caso da morte de sua mulher, Mal (Marion Cotillard) para voltar a ver seus filhos – que agora são apenas uma lembrança em seus sonhos. O filme tem efeitos especiais incríveis e pode acreditar você vai passar o filme inteiro pensando “o que ele está fazendo?”, “por que ele fez isso?” pra depois de alguns minutos falar “WOW, que demais”, “ah, agora entendi o que ele fez” e com certeza, também vai colocar ele no topo da sua lista de melhor filmes. A Origem agradou muito à crítica e foi considerado “filme do ano de 2010? e até “filme da década” e sua bilheteria arrecadou mais que 825 milhões de dólares.

por Romualdo Amaral Silva

Ao falarmos de A Origem, contando com seu impecável elenco, não podemos esquecer a direção do filme que pode nos proporcionar uma experiência tão excitando e original, fazendo com que queremos mais e mais da história. Um fato interessante é que esse poderia ter se tornado uma revolução para a história do 3D nos cinemas, e digo isso tendo certeza de que seria superior até mesmo a Avatar de James Cameron.

Contando com efeitos visuais fantásticos, que deve levar o prêmio do Oscar nessa indicação, o filme pôde contar com um mestre da trilha sonora. O compositor Hans Zimmer conseguiu conferir uma atmosfera sinistra e sombria do inicio ao fim do filme e ainda exibir uma lógica incrível com a canção ‘Non, Je Ne Regrette Rien’ como fonte principal da narrativa ao executá-la de maneira mais lenta (ultimo fator este que consegui perceber somente após rever o filme e com a ajuda de uma análise do filme feita por Pablo Villaça). Com um desfecho incrível e a incerteza do público diante do final reflexivo sobre a própria dúvida do protagonista acerca de sua realidade, o filme A Origem conseguiu me encantar e sem sombra de dúvidas é um dos mais cotados a levar importantes prêmios no Oscar, inclusive lutando de frente a frente com outras grandes obras pela estatueta de Melhor Filme do Ano.

23 de Fevereiro de 2011

Confira outras Análises Cinematográficas.
Esta Análise foi publica em conjunto com o Especial Oscar 2011.



Romualdo Romualdo: Antes de mais nada Potteriano de paixão! Graduado em Ciência da Computação e apaixonado por filmes e séries,, sempre postando qualquer novidade super critiva/interessante a respeito do mundo cinematográfico. E também construindo e sonhando em uma carreira que envolve este mundo artistico, produzindo por exemplo críticas e analises de filmes sob a perspectiva profissional da área. Follow @RomualdoWeasley.



 

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